março 31, 2005
No limiar...

No limiar da luz, onde a sombra se dissipa... ou,
da penumbra da intimidade, abre-se a janela do mundo...
meu, teu, Nosso...
Editado por Eduardo., às 02:00 PM | Provas de Contacto... (3)
março 29, 2005
Feitiço
O triângulo das costas de um homem, dorso, e ancas,
movendo-se como ele se move, deslizando, voltando-se.
A delicada cavidade na base do pescoço de uma mulher, essa
depressão pulsante, o U suave do osso, a planura da pele
macia por baixo. E o feitiço continua, aumentando,
clarando-se. Um canto de roupa que cai, o resvalar dos
lençóis. Os actos são assim, tão cheios de potencial erótico,
eles adoptam as características dos objectos: para realizar
uma determinada coisa, introduzir a mão por entre os botões
da blusa de um amante. O acto é infinitamente variável,
infinitamente repetível, a forma de um objecto é sempre
nova e está sempre ali.
Sallie Tisdale, in Talk dirty to me
Editado por Luísa, às 09:42 PM
março 19, 2005
Pais

A meu Pai, e a Ti, meu Amor.
Editado por Luísa, às 12:39 PM | Provas de Contacto... (2)
março 17, 2005
O nosso café
Fui ao nosso café
senti-te lá
à minha frente no meu olhar, no meu sorriso
estava vazio, como gostamos
só nosso
para nos podermos olhar
estavas lá
como naquela noite
na segunda noite
naquele café-bar da rosa
do leve beijo na face
do enrubescimento
do sorriso desajeitado
do sorriso tocado
como meses mais tarde
no café amarelo solar
de cumplicidade
Vejo-te aqui... ali...
comigo
sempre
mesmo na breve ausência
permaneces... em mim
Editado por Luísa, às 02:02 PM | Provas de Contacto... (1)
março 16, 2005
No words... just...

Editado por Luísa, às 04:02 PM
Mais que tudo...

Lembra-te que morri várias vezes, ao longo do meu crescimento.
Lembra-te que, se não deixei de respirar, reprimi-me... ao ponto de ser árvore num vaso de violetas...
Preciso da tua compreensão, silente ou não,
mesmo...
muito...!
Editado por Eduardo., às 03:05 PM
desejo ou... paixão

Editado por Luísa, às 12:46 PM | Provas de Contacto... (1)
março 14, 2005
Humildemente...

O quanto me tocou, se to dissesse, era pouco... tocou-me, simplesmente, com a humildade que poucas vezes tive perante a vida e a surpresa.
É desejado com ardor, ansejo de vida e amor...
Editado por Eduardo., às 01:29 PM | Provas de Contacto... (2)
março 13, 2005
Génese... ou o fruto do amor.
No fundo, senti, pela primeira vez, que poderias ser Tu...e Eu... ou um Nós, que mesmo inconcretizado, já existe... ou existirá...
pomo da nossa intimidade.
Editado por Luísa, às 09:31 PM
março 11, 2005
Esta noite...

quero pegar na tua mão e percorrer as ruas ou vielas, escuras ou semi-iluminadas.
Andar sem destino ou caminho.
Este será feito pelos nossos passos, pelo nosso respirar.
Quero olhar a lua. Contigo. Juntos.
Editado por Luísa, às 12:26 PM | Provas de Contacto... (1)
março 09, 2005
Aqui, de onde te observo...

Para onde vais...? Ou regressas...?
Anda, vem para mim...
Editado por Eduardo., às 01:13 PM | Provas de Contacto... (1)
março 06, 2005
Sentires...

Aqui anoitece, o sol desliza pelo olhar
Mais longe, noutra casa, anoitece também
o sol desliza, tal como aqui,
...lá, sem olhares.
Editado por Eduardo., às 06:47 PM
março 04, 2005
Tocas-me...

Sim, tocaste-me...
Não nos queremos despidos, sem folhas,
num crepúsculo sem esperança.
Sonhamos numa alvorada
sempre renovada
Eduardo 2005
Editado por Eduardo., às 01:01 PM | Provas de Contacto... (1)
Que importa a "realidade"?

A realidade não "é"...
Somente o sonho... de olhar, de criar...
a faz gerar... todos os dias... em todos os instantes.
Editado por Luísa, às 12:15 PM | Provas de Contacto... (1)
março 03, 2005
Vem...
Vem
vem caminhando suavemente
para mim
com os teus olhos postos nos meus.
Vem
no meio do silêncio profundo
e entra assim de manso na minha vida.
Tu já tinhas vindo há tanto tempo!
e no entanto era tão longe que estavas...
Mas o meu olhar e a minha alma chamavam-te
- Vem
oh, vem docemente.
Que sombra te envolvia
no silêncio das noite enormes
e te segredava docemente
- Vem
... atravessando o silêncio profundo
das ruas desertas, do cais deserto,
que eu te espero
no porto da viagem
batido pelo luar.
Que música selvagem
te levava a canção do meu desejo
e te pedia
- Vem...
E tu vieste
vieste por uma noite
escura e enorme
uma noite feita de todas as noites
da nossa vida.
(...)"
Raúl Gomes, in Seara Nova
Edição e arranjo fotográfico de Luisa
Editado por Luísa, às 08:13 PM
Prometo (com figas...)

Prometo...
Acabaram-se os molhos;
Foram-se as natas;
Escondo os doces;
Incinero os condimentos;
Apenas os gatinhos comem marisco;
Regresso à pré história da culinária...
Editado por Eduardo., às 04:03 PM
março 02, 2005
... de nós

A proporcionalidade entre o nosso mérito, reconhecido em consciência, face a certos valores vigentes, circundantes, constituí uma provação, uma maratona, sendo a meta, a nossa auto-estima.
Não basta o elogio tímido e sincero de quem está próximo, queremos mais... por nós, pelo o nosso brilho, olhar...
O teu telefonema, as tuas palavras sobre decisões tomadas por terceiros que, abjectamente decidem quem vive ou morre, quem se alimenta ou saliva, remetem-me para este moderno pragmatismo de gestão de recursos inumanos, típico de quem põe intencionalmente em causa as suas origens, justificando e validando as experiências de Pavlov, em que, nestes tempos modernos, os estímulos são; poder, vaidade e arrogância.
Nos entretantos Querida, continua a acreditar em Ti e crê que eu e os gatinhos sabemos quem és, assim como a tua Nina também sabia e te brindou com algo mais que afecto.
Estamos aqui, para ficar e vislumbrar mais alto, contigo...
Para todos nós, um olhar azul, explosão de pétalas...
Eduardo, Gatinhos e Nina
Editado por Eduardo., às 01:38 PM
os amantes furtam ao Tempo
tempos que se amplificam
em infinito
Editado por Luísa, às 01:51 AM
Ao vento...

Eduardo 2004
Arrastei a irritação de um dia, entrei em casa como uma proa de navio a romper por um cais...
Sei que não és, nem nunca serás um obstáculo à minha liberdade, nunca me senti tão... agasalhado, amado.
E, no meu receio de não perturbar, de proporcionar espaço, deste estranho escarpado dicotómico, somente almejo ter-te perto, pertinho.
Agradeço-te pela bondade, pelos olhares afectuosos, espelhos meus.
Eduardo
Editado por Eduardo., às 12:28 AM
março 01, 2005
Duo...

Um arco
Uma árvore
Uma árvore que se abriga sob um arco
Um arco que protege uma árvore
Um arco que seria apenas um arco
sem a árvore
Uma árvore que seria apenas uma árvore
sem o arco
o início e o fim
do caminho...
unindo-os
Foto: Luisa, 2005
Editado por Luísa, às 03:28 PM
Hoje, o primeiro...

Porquê escrever aqui? Tenho mais formas de o fazer... Nem de privacidade se trata, tu vês-me, entras aqui, entras em mim.
Talvez, sem regras, de forma expontânea, em fragmentos, retalhos de olhares, sem ordenação temporal, se revele por palavras que são imagens e em imagens que são sentires, um pouco daquilo de que somos feitos.
Vamos dormir e sonho pelos teus sonhos, límpidos e aquosos, como naquela noite em que fomos ao encontro de parte da tua vida.
Bons sonhos, Querida.
Eduardo 2004
Editado por Eduardo., às 01:05 AM